GabrielComo tudo podia estar acontecendo exatamente ao mesmo tempo?Até duas horas atrás, o clima no quarto era de paz. Celebrávamos a alta de Samanta, o nascimento perfeito da pequena Valentina e o retorno iminente para a segurança de casa. Agora, o cenário havia se transformado em um pesadelo absoluto. Samanta precisava ir para casa, descansar, alimentar-se e se dedicar exclusivamente à bebê, mas ali estava ela, desmoronando e perdendo os sentidos no meio da recepção fria daquele hospital.— Ajuda! Alguém me ajuda, por favor! — gritei a plenos pulmões, amparando o corpo desacordado de Samanta contra o meu peito antes que ela atingisse o chão de granito.Tomaz e os enfermeiros da triagem correram na nossa direção instantaneamente. Em questão de segundos, trouxeram uma maca e deitaram Samanta com cuidado. Enquanto a equipe a levava às pressas para uma sala de exames, olhei para Giulia, que mantinha a pequena Valentina firme e segura em seus braços, com uma expressão de puro pavor no
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