IsadoraO cheiro de carne assando se mistura à brisa salgada, e o som das risadas ecoa pela ilha, abafando o barulho das ondas. Não é uma risada polida, contida, como as que eu ouço nos jantares da alta sociedade. É uma risada solta, sem filtro, que vem da barriga e contagia. Daniel está na churrasqueira, um avental de couro com a frase “O Mestre do Fogo” amarrado na cintura, virando espetos com a destreza de quem sabe o que faz. Caíque e Rodrigo já estão na piscina, os olhos arregalados para a borda infinita que se funde com o azul do oceano. Juninho, com sua mochila velha jogada em um canto, está ao lado de Daniel, dando palpites sobre o ponto da carne e contando alguma história que faz Daniel balançar a cabeça, rindo.Eu observo a cena, um sorriso genuíno nos lábios. No início, confesso, senti um leve receio. Meus amigos, os que frequentam os círculos da alta sociedade, são tão diferentes. A formalidade, as conversas sobre negócios e arte, os sorrisos polidos. Aqui, com esses homen
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