Na manhã seguinte, depois de deixar Clara na escola com o ritual obrigatório de acenos pela janela, Felícia passou no mercado para comprar alguns temperos que não constavam na lista de ingredientes que Mael havia mandado preparar.Só então foi descobrir, na noite anterior, que ele morava no andar de cima do apartamento de Renata.O universo claramente não estava com humor para sutilezas.Ele havia mandado a senha pelo Chat com antecedência — sem comentário, sem contexto, apenas os números. Felícia digitou no teclado da porta e entrou.O apartamento era o mesmo tamanho do de Renata, mesma planta, mesma disposição básica. Mas onde Renata havia colocado vasos de plantas, quadros coloridos, aquelas almofadas estampadas que ela colecionava havia anos, o apartamento de Mael tinha... quase nada. Preto, branco e cinza. Linhas limpas. Nenhum detalhe supérfluo. O tipo de espaço que parece maior do que é porque não há nada disputando atenção.Bonito. Frio. O apartamento de alguém que pode ir emb
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