A vida em Minneapolis começou a ganhar forma, devagar, mas com uma consistência que eu nunca havia conhecido.Eu tinha um novo celular — simples, barato, com um número completamente novo. Criei perfis novos nas redes sociais: Instagram, TikTok, até um Twitter anônimo. Nada ligado ao passado. Nada de fotos antigas. Apenas eu, sorrindo em selfies no parque, tomando café na nova cafeteria onde trabalhava, ou posando com Clara em um barzinho.O emprego era em uma livraria pequena e aconchegante no centro. Eu organizava prateleiras, recomendava livros, conversava com clientes sobre romances e thrillers. O salário era modesto, o suficiente para pagar o aluguel do quartinho que Clara me arrumou e ainda sobrar um pouco. Clara foi fundamental. Ela me apresentou para um grupo de amigas dela — meninas legais, divertidas, que não faziam perguntas invasivas. Elas me acolheram naturalmente. A primeira saída foi estranha. Fomos a um barzinho com música ao vivo. Eu bebia uma cerveja gelada, ria de
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