Três meses se passaram desde o ritual.
Andei pelas ruas movimentadas, o cheiro de pão fresco pela manhã, o burburinho da cafeteria onde eu trabalhava. Eu era apenas “Lina”, a nova garçonete que sorria educadamente, servia cafés e limpava mesas sem reclamar. Ninguém sabia meu passado. Ninguém perguntava por que eu aparecera do nada, sem documentos atualizados, sem histórico. Eu havia inventado uma história simples: “mudei de cidade depois de um término ruim”. As pessoas aceitavam. A vida seguia