Os dias seguintes ao ultrassom foram um turbilhão de emoções.Logan estava radiante. Ele não conseguia esconder a felicidade. Toda vez que me via, seus olhos verdes brilhavam, e ele me puxava para um abraço cuidadoso, como se eu fosse feita de vidro. Naquela noite, depois de voltarmos da clínica, ele me fez deitar no sofá do apartamento dele, trouxe chá de gengibre, frutas e um cobertor quente.— Eu ainda não acredito — disse ele, ajoelhando-se ao lado do sofá, a mão grande descansando com delicadeza na minha barriga ainda plana. — Nosso filho. Depois de tudo… ele está aí. Eu vou ser pai, Lina. Com você.Eu sorri, mas por dentro estava aterrorizada. Meu peito apertava toda vez que pensava nisso. O corpo continuava sensível: os seios doíam só de roçar na blusa, a náusea voltava em ondas imprevisíveis, e uma fadiga profunda me fazia querer dormir o dia inteiro. Eu passava a mão na barriga sem perceber, ainda em choque.— Eu tô assustada, Logan — confessei, voz baixa. — Eu não planejei i
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