Eu acordava todas as manhãs com o corpo de Roberto ao meu lado, o braço dele ao redor da minha cintura, o rosto enterrado no meu pescoço. Ele dormia profundamente, como se minha presença fosse o único remédio para os séculos de insônia que ele carregava. E eu… eu ficava ali, imóvel, sentindo o calor dele, o cheiro dele, o ritmo constante do seu coração.E odiava o quanto aquilo começava a parecer certo.Naquela manhã, ele acordou primeiro. Beijou minha testa com uma ternura que ainda me desarmava e sussurrou:— Bom dia, minha linda. Dormiu bem?Eu assenti, forçando um sorriso. Ele se levantou, nu, e foi até a janela, abrindo as cortinas. A luz do sol invadiu o quarto, iluminando as marcas de mordidas e chupões que ele havia deixado na minha pele na noite anterior.— Hoje eu quero te levar pra um lugar especial — disse ele, virando-se para mim. Eu me levantei, vestindo a camisola fina. Meu corpo ainda doía de forma agradável dos nossos encontros. Cada vez que ele me tocava, eu me conv
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