A noite antes da lua cheia foi a mais longa da minha vida.
Eu estava sozinha no quarto que Roberto havia me dado, sentada no parapeito da janela gradeada, olhando a lua que ainda não estava cheia. O ar frio entrava pelas frestas, arrepiando minha pele. Meu corpo ainda carregava as marcas dele — chupões no pescoço, hematomas leves nos quadris, o cheiro dele grudado em mim como uma segunda pele. E eu me odiava por não odiar tanto quanto deveria.
Eu estou me perdendo.
A frase não parava de repetir