POV ZOEAcordei devagar.Não daquele jeito pesado de quem foi arrancada do sono.Acordei como mulher que dormiu bem demais para a própria defesa.Por alguns segundos, nem abri os olhos. Só senti.O braço dele preso à minha cintura.O peso firme e quente do corpo de Raul encaixado atrás do meu.A respiração dele no meu pescoço, lenta, funda, arrastando pequenos arrepios pela minha pele cada vez que o ar batia ali.Meu Deus.Meu corpo inteiro ainda estava mole de sono, calor e lembrança.Lembrança demais.Do beijo.Do toque.Da noite.Do jeito como ele tinha me olhado.Do jeito como tinha cuidado de mim.Do jeito como, pela primeira vez em anos, eu não me senti usada, apressada ou deixada para trás depois.Fechei os olhos com mais força por um instante.Então senti a boca dele roçar de leve a curva do meu pescoço, num movimento quase involuntário de homem ainda dormindo, como se o próprio corpo dele já soubesse que queria ficar ali.Arrepiei inteira.Raul soltou um som baixo, ainda no s
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