A Linguagem do MedoO relógio da mansão marcava quase duas da manhã, e o silêncio parecia ter um peso físico, envolvendo cada canto com uma tensão quase palpável. Helena permanecia no chão do quarto, Davi nos braços, tentando dormir, mas a ansiedade não a deixava. O menino, embora pequeno, parecia perceber algo que ela ainda não conseguia identificar com clareza. Suas mãozinhas se agitavam levemente, os olhos arregalados, e a respiração curta denunciava o medo.— Mãe e ele achá Lena? Balbuciou Davi, a fala ainda infantil, desconexa, com palavras cortadas, mas carregada de medo genuíno.Helena congelou, sentindo o coração apertar no peito. O menino não apenas falava de forma truncada, mas indicava instintivamente a presença de perigo. Ela acariciou os cabelos dele, tentando transmitir calma, mesmo que sua própria respiração estivesse irregular, o corpo tenso, cada músculo pronto para reagir.— Shhh meu amor tá tudo bem mamãe tá aqui… Disse, tentando manter a voz firme, mas sentin
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