DamonEu quase soco a parede. A vontade é absurda, o corpo todo pulsando de raiva, a mão coçando para descarregar, mas me contenho no último segundo. Não posso ferrar a minha mão, tenho uma luta marcada, tenho responsabilidade, tenho… merda, eu nem sei mais o que eu tenho.Respiro fundo, mas o ar parece pesado, sufocado dentro do peito. Sally ainda ecoa na minha cabeça com suas provocações, deboche, a maneira como falou de Melinda. Só de lembrar o tom que usou, sinto meus músculos travarem.Preciso ver se Melinda está bem. Não sei o que vou dizer, nem para quê, mas o incômodo é maior que o orgulho. E esse é o problema, eu nunca deixo ninguém mexer comigo assim.Caminho até o corredor, e cada passo parece pesar o triplo. A luz baixa, o silêncio, o som do meu próprio coração, tudo parece um aviso para recuar, fingir que nada aconteceu, que eu não dou a mínima.Mas não consigo.Paro diante da porta dela e, por um instante, fico só olhando para madeira, esperando que a coragem surja
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