A casa já estava mais silenciosa. As conversas tinham diminuído. As luzes, mais baixas. Dandara caminhava devagar pelo corredor, Sem pressa. Até parar em frente ao quarto dos pais, a porta estava entreaberta. E a mãe… sentada na cama. Como se estivesse esperando. — Posso entrar? — Dandara perguntou, a voz baixa. A mãe levantou o olhar. E sorriu. — Você nunca precisa pedir isso. Dandara entrou. Fechou a porta devagar. Ficou alguns segundos em pé. Sem saber por onde começar. Mas não precisou. — Vem cá… — a mãe chamou, abrindo os braços. Foi o suficiente. Dandara foi. E, no instante em que foi abraçada… desmoronou. O choro veio forte. Sem controle. Como há muito tempo não vinha. — Minha filha… — a mãe sussurrou, fazendo carinho no cabelo dela. Dandara se agarrou nela. Como se ainda fosse uma criança. — Eu não consegui, mãe… A voz saiu quebrada. — Eu não consegui proteger meu filho… A mãe apertou mais. — Ei… — disse, firme, mas doce — não fala isso. Dandar
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