Os olhos dele se ergueram lentamente… e travaram nos meus.Nós encaramos, em silêncio, mas nenhum de nós desviou o olhar.Senti um frio no meu estômago e cerrei os punhos. Claro, só podia ser ele. De todas as pessoas naquele maldito lugar, tinha de ser justo ele, me vendo vestida daquela forma e sendo empurrada para o servir como uma empregada.Suspirei internamente, mantendo minha postura, e me virei, decidida a não ficar ali e sofrer mais uma humilhação, mas antes que pudesse dar um passo em direção à saída, a voz dele soou grave e quase arrastada, preenchendo todo o lugar.— Vai me servir… ou só vai ficar aí parada? —Continuei parada por um instante, sentindo uma raiva descomunal subir por meu corpo, e me virei, o encarando séria, e ele não estava com um olhar diferente.Os olhos escuros dele percorreram meu corpo de cima a baixo, lentamente, sem pressa, como se analisasse uma peça de leilão.E aquilo me queimou mais do que qualquer insulto.Com a expressão neutra, ele abanou o co
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