Mundo de ficçãoIniciar sessão—Ela é minha noiva, e você não vai levar ela a lugar nenhum! Então, Solte ela, agora! — Vítor afirmou de forma desafiadora.
O homem me segurou ainda mais firme em seus braços, virou-se para Vítor, e soltou uma risada seca, sem humor.
—Sua noiva? Você tem um jeito muito... "peculiar" de tratar a sua noiva, Então, já que você não sabe como cuidar direito de "sua noiva", deixe que eu cuido dela por você está noite — o homem se virou e caminhou para saída sem dar mais espaço para argumentos.
Vítor tentou o seguir para impedi-lo de me levar, mas foi barrado por seguranças na porta.
De longe pude ouvir os gritos de Adelina pedindo para Vítor parar e se acalmar.
Levantei o queixo para tentar ver o rosto dele, mas minha visão já estava toda embaçada, e so pude me agarrar mais ao pescoço daquele desconhecido, como se fosse minha tábua salva-vidas, buscando mais do perfume dele para me acalmar.
—Me arranje um quarto e um médico, agora! — as palavras dele saíram urgentes, enquanto seu passo apressava.
No momento seguinte, me vi em um quarto, e ele me deixou deitada na cama com delicadeza.
Minha garganta parecia cada vez mais fechada, e minha mente ficava nublada, mas ainda vi ele olhando para mim, com a expressão franzida e irritada. Não sei se estava irritado comigo ou consigo mesmo por não poder fazer nada.
A mão dele tocou meu rosto, com suavidade, e preocupação.
—Aguente só um pouco, o médico já vai chegar! —
Tentei só máximo me manter acordada, mas suas palavras se tornaram ruídos distante e imcompeessivos em meus ouvidos.
— Hey! Não desmaiei! Fique acordada, está me ouvido? —
Vi o vulto de dois homens entrando, mas logo tudo ficou escuro.
Quando abri os olhos novamente, minha visão ainda estava embassada, mas foi melhorando aos poucos.
Levantei a mão até meu rosto, mas senti um frio na parte de acima do meu corpo.
Alarmada, me sentei na cama e notei que estava com a camisa aberta, em um quarto desconhecido.
—Finalmente acordou, pensei que já estivesse morta —
Me assustei ao ouvir aquela voz masculina, e puxei o lençol para cobrir meu corpo. Logo me virei para o lado, a fim de ver quem era, e a confusão tomou conta do meu rosto ao ver ele sentado na poltrona ao lado da cama.
Dante Franconi? O que ele estava fazendo ali?
—Você... —
Minha mente correu, e meu corpo gelou de medo e raiva ao pensar naquela possibilidade.
—O que... O que você fez comigo? —
Ele levantou uma sobrancelha, confuso. Olhou para a forma como eu protegia meu corpo e soltou uma risada soprada ao perceber minha suposição.
— Não tenha ideias tão delirantes, Senhorita Fuentes —
Ele se levantou e se aproximou da cama com passos lentos, como se fosse um predador, me fazendo recuar.
—Eu salvei você, e é assim que você me agradece? Evelyn.—
—Salvou? — perguntei, confusa, e então, como uma onda, as memórias voltaram à minha mente.
As humilhações, os risos, a bebida, e alguém me tirando daquele lugar.
Olhei para ele, ainda mais confusa.
—Foi você? Por que... por que você me ajudou? —
—Você parecia precisar de ajuda, e eu ajudei — ele respondeu, simples, o que me deixou ainda mais desconfiada.
Pelo que eu ouvia dele, ele não era do tipo de homem que ajudava as pessoas. Não sem querer algo em troca, mas eu não tinha nada que ele pudesse querer, menos ainda algo que eu pudesse dar a ele, e menos que ele apenas quisesse se divertir me pisando em mim também.
Desviei o olhar e me levantei da cama.
—Então, eu agradeço. Agora, com licença —
Ele me observou levantar da cama, com os olhos atentos em cada movimento meu.
—Para onde vai? —
—Eu... Eu preciso voltar a trabalhar — respondi de costas, fechando minha camisa, e olhei para o chão, buscando meus sapatos. Porém, o que vi foi o par de sapatos sociais masculinos, pretos e caros se aproximando dos meus pés descalços, mas não tive coragem de levantar a cabeça e encará-lo depois de tudo situação anterior.
Ele soltou uma risada soprada.
—Trabalho? Você chama aquilo de trabalho? Quer dizer que vai voltar para lá e permitir que eles te humilhem por alguns centavos? — ele tirou mais uma risada sem graça, como se estivesse irritado com algo.
—Eu não pensei que os Fuentes deixariam sua filha chegar a esse ponto —
Apertei os punhos e levantei a cabeça, irritada, encarando-o com raiva.
—Quem você pensa que é para falar sobre os meus pais? —
Imediatamente, a imagem do corpo frio deles naquele quarto escuro voltou à minha mente, fazendo as lágrimas brilharem em meus olhos, mas não as deixei cair.
Ele manteve o olhar impassível e inexpressivo sobre mim.
—Só estou dizendo o que estou vendo. Diziam que você era a princesa de cristal dos Fuentes, tratada como uma peça preciosa, intocável. Mas depois da cena que vi, parece que a queda da sua família foi maior do que eu pensei. Para você estar lá, se vendendo por quase nada. Se eu não tivesse tirado você dela, você se mataria bebendo álcool só para satisfazer eles em troca de alguns trocados —
Apertei os punhos, impotente e incapaz de negar as palavras dele.
—Eu... eu agradeço a sua ajuda. Mas não se meta mais na minha vida e não fale como se me conhecesse. Se eu vou morrer ou o que eu faço da minha vida, não é assunto seu. Com licença —
Passei por ele e caminhei descalça até a porta. Ainda me sentia tonta, mas fiz um esforço para me manter firme e não desmoronar.
Antes que eu pudesse girar a maçaneta, a voz dele voltou a soar, preenchendo todo o quarto.
—Se a sua vida não vale nada para você... — Ele falou e voltou a se aproximar, cobrindo meu corpo com sua sombra e me encarando intensamente com seus olhos negros.
—Então... venda ela para mim —
—O quê? — perguntei me virando para ele, confusa, franzindo as sobrancelhas.
—Você faz tudo por dinheiro, certo? Então eu pago você. Dou a quantia que você precisar. Com uma condição —
Ele chegou mais perto.
—Case-se comigo —







