Karen ficou apavorada, mas não por ela, mas pelo filho que carregava na barriga. Instintivamente, sua mão livre foi para o ventre em gesto protetor."Peter, fique calmo," disse ela, forçando a voz a sair firme apesar do terror.Ele riu, mas sem humor, o som era carregado de desespero e raiva."Meu pai está preso. Minha mãe foi embora. E eu estou sem dinheiro, sem casa, sem nada." Apertou a arma com mais força contra as costas dela. "Como posso ficar calmo?""Vamos conversar," Karen tentou, o cérebro trabalhando freneticamente. Os seguranças estavam lá embaixo. O mordomo poderia voltar a qualquer momento. Só precisava ganhar tempo."Não quero conversar," Peter cuspiu. "Eu quero dinheiro.""Eu te dou," Karen respondeu imediatamente. "Quanto você precisar. Só... só abaixa a arma."Peter a estudou com olhos injetados, avaliando se era mentira."Agora você é uma mulher soberba, né?" disse ele com desdém. "Bem diferente daquela órfã boba que eu conheci. Dona de cassinos, bilionária, casada
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