Dante A luz que entrava pelos vitrais da catedral antiga pintava o chão de vermelho, azul e dourado. Eu estava de pé no altar, mas não me sentia um homem santo. Eu me sentia um lobo usando a pele de cordeiro, segurando meu filho nos braços, pedindo proteção a um Deus que provavelmente viraria o rosto para mim. Mas quando olhei para o lado... Valentina estava lá. Ela usava um vestido creme, fluido, com um véu cobrindo parcialmente os cabelos soltos. Ela segurava Vittoria contra o peito com uma delicadeza que fazia meu coração doer. Ela não parecia apenas uma mãe. Ela parecia a própria redenção. Ela sorriu para mim. Um sorriso pequeno, cúmplice, que dizia: "Nós conseguimos. Estamos aqui." Olhei ao redor. A igreja estava cheia, mas não de fiéis comuns. Estava cheia de sangue do meu sangue. Primos distantes que vieram prestar homenagem, Capos de outras regiões, aliados. E, claro, meus soldados. Homens armados disfarçados em ternos caros, vigiando cada entrada, cada sombra, cada movime
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