POV: Cristina Sousa O som do clique da chave girando pelo lado de fora da fechadura era o sinal de que a noite tinha terminado. Fiquei estática, deitada na escuridão do meu quarto, encarando o teto sombrio enquanto o silêncio da mansão se restabelecia como um lençol pesado. O meu corpo ainda ardia, pulsando com a invasão recente, marcado pelo peso esmagador de Lewis. O cheiro dele — aquela mistura opressora de uísque caro, tabaco e o suor da nossa luxúria — flutuava no ar, impregnado nos lençóis de algodão e na minha própria pele. Dentro de mim, o sêmen dele ainda estava quente, escorrendo lentamente pelas minhas coxas, uma prova líquida e viscosa de que, por algumas horas, eu havia sido o seu único foco de destruição. Levei a mão trêmula ao ventre. Seis meses. A minha barriga estava redonda, firme, abrigando o herdeiro de um império construído sobre cadáveres. Na penumbra, senti um leve movimento interno. Um chute tímido, como se o
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