Os dias continuaram passando.E, de certa forma, eu fiquei grata por isso.Porque ficar parada pensando estava me fazendo mal.Pensando no Roberto.Pensando no futuro.Pensando naquela conversa que ouvi sem querer entre minha mãe e Priscila.Pensando no meu pai e naquela preocupação estranha que parecia crescer dentro dele a cada semana.Então me ocupei.Ajudei minha mãe.Passei mais tempo com as mulheres da comunidade.Resolvi algumas coisas que meu pai me pedia.E continuei falando com Roberto todos os dias.Era incrível como ele conseguia fazer parte da minha rotina mesmo estando tão longe.Às vezes eu acordava e já encontrava uma mensagem dele.Às vezes dormia ouvindo a voz dele.E era justamente por isso que a saudade parecia nunca diminuir.Numa tarde de terça-feira eu estava sentada na varanda quando meu celular começou a tocar.Sorri automaticamente ao ver o nome dele.— Oi, doutorzinho.— Eu tenho uma notícia.Pela voz dele eu soube imediatamente que era alguma coisa boa.Mui
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