Giulia não fazia ideia de há quanto tempo estava correndo. Minutos, horas, talvez as duas coisas. Naquela altura, tudo parecia igual. A escuridão, as árvores, os galhos e o medo tinham se transformado em uma única coisa. Ela apenas continuava avançando, colocando um pé na frente do outro, porque parar significava pensar. E pensar significava entrar em pânico. Os galhos arranhavam seus braços sempre que tentava atravessar a vegetação mais fechada. Os pés doíam. As pernas pareciam cada vez mais pesadas. A respiração saía irregular, queimando seus pulmões a cada passo. Mas ela continuava. Porque voltar não era uma opção. Em determinado momento, seu pé prendeu em uma raiz escondida. Giulia tropeçou e caiu com força. A dor atravessou seu corpo inteiro quando atingiu o chão. Por alguns segundos permaneceu ali, ofegante, sem forças, com vontade de simplesmente ficar. De fechar os olhos. De descansar. Mas então lembrou. Scarlett. A casa. O cativeiro. E se obrigou a lev
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