Giulia não achava que fosse possível estar tão cansada e tão feliz ao mesmo tempo. O caminho do hospital até a mansão aconteceu quase como um sonho. Ela permaneceu encostada em Alessandro durante boa parte da viagem, sentindo os dedos dele entrelaçados aos seus como se ele tivesse medo de soltá-la e ela desaparecesse novamente. Talvez tivesse. Na verdade, ela tinha quase certeza de que tinha. Durante todo o trajeto, Alessandro repetiu mentalmente cada recomendação médica como se estivesse decorando um contrato. Repouso. Boa alimentação. Nada de estresse. Acompanhamento da gravidez. E Giulia já estava começando a se arrepender. — Alessandro, eu só fiquei vinte dias presa. Não virei feita de vidro. — Você está grávida. — Faz seis semanas. — Continua grávida. — Eu consigo andar. — Veremos. Ela revirou os olhos. E aquilo arrancou o primeiro sorriso realmente relaxado dele desde a floresta. Quando os portões da mansão apareceram, porém, a brincadeira des
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