Alessandro estava no escritório quando o telefone tocou. O nome de Giulia apareceu na tela. Por um instante, ele apenas encarou o visor. Depois da noite anterior, não esperava aquela ligação. Muito menos tão cedo. Atendeu na segunda chamada. — Giulia? A voz saiu imediatamente, confusa, surpresa e, por alguma razão que não conseguiu explicar, carregada de um alívio estranho ao finalmente ouvir algo dela. Mas, no instante em que escutou sua respiração do outro lado da linha, alguma coisa pareceu errada. Não era exatamente a voz. Era outra coisa. Algo que ele não conseguia identificar. Uma sensação. Um desconforto. — Giulia? Quando ela finalmente falou, a sensação apenas aumentou. — Alessandro… eu pensei muito sobre tudo. Ele franziu a testa imediatamente. — Giulia, onde você está? — Isso não importa. Aquilo não parecia ela. Não porque estivessem brigados. Não porque ela estivesse magoada. Simplesmente não parecia ela. — Claro que importa. — Não. Então ela começou
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