Ele parou de rir subitamente, mas o brilho nos olhos dele só ficou mais intenso, mais... faminto. Ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, reduzindo o espaço entre nós até que eu pudesse sentir o cheiro de tabaco e perigo que emanava dele.A expressão dele mudou. O humor deu lugar a uma curiosidade mórbida, quase infantil, como se ele estivesse pedindo os detalhes de uma história de ninar — só que uma bem sangrenta.— Tá, agora para tudo — ele sussurrou, a voz descendo uma oitava, ficando rouca e perigosamente suave. — Me conta... como você fez?Eu abri a boca para responder, mas ele me interrompeu com um gesto de mão, os olhos fixos nos meus, brilhando com aquele ar de psicopata que me fazia querer fugir e, ao mesmo tempo, me sentia estranhamente compreendida.— Ele gritou? — ele perguntou, com um sorriso de canto que não chegava aos olhos. — Ele implorou? Você usou uma faca? Foi rápido ou você... você aproveitou o momento, Ive? Me diz que você olhou bem no fun
Ler mais