O silêncio caiu sobre a entrada da mansão quando o Barão se aproximou. Ele caminhava com a autoridade de quem manda em tudo aquilo, mas, no momento em que cravou os olhos em Dante, a armadura de chefe do crime deu uma fresta. Ele não conseguiu esconder o choque; encarou o menino com uma mistura de assombro e reconhecimento. Dante, ainda trêmulo no colo de Oto, se encolheu.— Oi, garotão! — A voz do Barão saiu mais rouca que o habitual, tentando soar amigável, mas carregando o peso de quem ele era.— Filho... — Tentei, com a voz suave, tocando as costas de Dante. — Esse é o seu vovô. Você sempre quis ter um avô, lembra? Olha para ele, meu amor.Dante escondeu o rosto no pescoço de Oto, soltando um soluço baixo. O trauma do carro ainda era recente demais; o mundo dele tinha virado de cabeça para baixo em menos de dez minutos.— Desculpa, Barão... — sussurrei, sentindo o peso do olhar de todos sobre nós.— Fica suave, Ive — o Barão respondeu, sem desviar os olhos do neto. Havia algo prof
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