Ive Narrando.Eu mal tinha me recuperado das emoções da noite passada e já fui atropelada pela notícia: Oto decidiu que voltaríamos para o Rio de Janeiro. Segundo ele, precisava fechar uma aliança estratégica e não podíamos perder tempo. Arrumar as malas foi um misto de ansiedade e alívio; no fundo, eu sempre soube que esse dia chegaria. Viver escondida tem um preço, e agora, ao lado do meu irmão, eu finalmente me sentia segura para cobrar as dívidas do passado.Enquanto terminávamos de organizar tudo, flagrei uma cena que já se tornou rotina:— Dante, presta atenção no titio — Oto gesticulava, sério. — Tu tem que ser firme. Se um garoto quiser crescer pra cima de tu, tu não deita não, mete o murro bem na cara dele!Dante, com aqueles olhinhos atentos e curiosos, tentava imitar o movimento com as mãos minúsculas.— Assim, tio? — perguntou, fechando o punho com determinação.— Tá vendo? — Intervi, cruzando os braços. — Por isso que outro dia ele bateu no coleguinha na escola. Você fica
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