GUERO NARRANDO:Meu pai se sentou atrás da sua mesa, como sempre. Postura rígida, olhar severo, cada movimento calculado para me lembrar de que ele estava no comando. Assim que entrei no escritório, ele me lançou aquele olhar que misturava decepção e frustração. Eu já sabia o que vinha.— Filho, eu te conheço muito bem… Que história é essa de apaixonado? Casamento é coisa séria. Não pode assumir essa moça, fazer promessas à mãe dela e mudar de ideia depois — começou ele, direto ao ponto, sem rodeios.Respirei fundo, tentando manter a calma. Era sempre assim com ele: cobrança, julgamento, mais cobrança.— Eu sei o que estou fazendo, pai. Não sou mais um moleque.Ele soltou uma risada seca, cheia de sarcasmo.— Não é o que suas atitudes nos últimos anos dizem, Guero. Sempre envolvido em orgias, bebendo demais, se drogando demais… Perdendo o controle, causando tiroteios em massa, batidas de carro, atraindo atenção. Igual aquele pulgueiro da sua boate, com droga à vontade. Estamos com a i
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