EDILENA NARRANDO:
Acordei sozinha na fazenda, sem sinal de Guero ao meu lado. O sol começava a nascer quando ouvi o barulho da caminhonete chegando. O cheiro dele preencheu o quarto antes mesmo que eu o visse: cigarro, álcool e perfume barato de mulher.
Algo dentro de mim se revirou. Não deveria me importar, mas me importei.
Levantei, organizei minhas coisas e, quando nossos olhares se cruzaram, apenas desviei. Não houve palavras. Ele também não tentou dizer nada. Apenas ordenou que os seguranç