EDILENA NARRANDO:Ele parecia tenso, concentrado no telefone, digitando freneticamente enquanto caminhávamos pelo hall do hotel. Ele ia à frente, e eu seguia logo atrás, com os seguranças nos cercando discretamente. Não era possível passar despercebida, e as pessoas ao redor nos observavam, mas Guero parecia não se importar. De repente, ele atendeu uma ligação e começou a xingar em espanhol, com a voz baixa, mas cheia de irritação.Lá fora, um Range Rover Discovery preto nos aguardava. Guero entrou primeiro, ainda discutindo ao telefone, enquanto eu entregava minha mala para um dos seguranças, que a colocou no porta-malas junto com as dele. Sentei-me no banco de trás, ao lado dele, observando-o de soslaio. Ele mantinha o cenho franzido, os lábios cerrados em uma linha tensa.O carro começou a se mover, com um dos seguranças assumindo o volante. Eu conseguia entender trechos da conversa de Guero. Meu espanhol não era dos melhores, aprendido na escola, mas suficiente para captar algo so
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