Depois do momento no sofá, Dante a pegou no colo com cuidado, como se ela fosse feita de algo que pudesse se desfazer ao menor toque errado. Levou-a até o quarto dela, deitou-a na cama larga, puxou o lençol sobre o corpo ainda quente e corado dela. Cally esticou a mão, dedos roçando o braço dele.— Fica comigo hoje. Dorme aqui. Comigo.Ele parou na beira da cama, olhou pra ela. Os olhos escuros carregados de conflito.— Não, pequena. Você precisa descansar de verdade. Sem mim te acordando, sem eu te mexendo. Se eu ficar, não vai ser pra dormir.Ela mordeu o lábio, mas não insistiu. Só sorriu, um sorriso pequeno e satisfeito.— Tá bom. Mas… hoje foi bom, né? Tudo que a gente fez.Ele se inclinou, beijou a testa dela devagar, demorando ali.— Foi mais que bom. Foi perigoso.E saiu, fechando a porta com cuidado. Cally se deitou de lado, abraçando o travesseiro que ainda tinha o cheiro dele. Dormiu sorrindo, o corpo leve, a mente cheia das memórias: o beijo na horta, o banho quente, a mão
Leer más