Não eram sete e dez da manhã quando Paul Hill entrou na sala de Michael e o encontrou de pé, diante do paredão de vidro, com uma xícara de café puro na mão e o pires apoiado nos dedos. Observava o fluxo de carros e pedestres lá embaixo.
— Soube que jantou com sua assistente ontem — a voz de Paul veio da porta; porta essa que ele mal havia trancado.
— Bom dia para você também.
Ao se virar, Michael se deparou com o sorrisinho debochado do melhor amigo.
— Levou a Laura para sua casa?
— De