118. O Futuro
VALENTINAPela madrugada, quando voltei da ação de grampear a Sra. Thompson, eu devia ter ido logo a Lorenzo, entregar-lhe meu relatório. Certamente ele estava acordado, esperando.Não fui, no entanto. Preferi me jogar na cama, mesmo sem banho, apesar de precisar de um.No momento, eu odiava e amava Lorenzo, ao mesmo tempo. Não queria vê-lo.No momento, meu corpo se encontrava exausto e minha mente num turbilhão de emoções. Se conversássemos, brigaríamos.Eu sempre soube que ele só me enxergava como sexo.E eu não tinha problemas com isso, até porque eu gostava de transar com ele, então nunca insisti em outra coisa — sentimentos comprometeriam a Máfia, as nossas escolhas, a nossa competência.Um Don não devia foder a Capo: ele disse certa vez.E estava certo em pensar assim: era só ver o que Isadora causou nele e na vida dos Maranzano. Noutros tempos, Lorenzo já teria matado meia Verticália para encontrar Jonas. Mas ele viu a esperança de viver fora da Máfia. Encontrou a mulher que el
Leer más