101. Por onde andei
VALENTINANão faço ideia do que a leoa, que deixou suas garras marcadas por todo corpo de Lorenzo, queria ali, tentando entrar no quarto dele. Se ela continuasse, bem, poderíamos ter um acidente grave, quando os alarmes da mansão ecoassem e todos se preparassem para um ataque.— Se tentar senhas aleatórias, vai ferrar tudo! — chamei sua atenção.Ela parou e me olhou, assustada. Recompôs-se.— Finalmente você apareceu… perdeu o grande jantar de noivado.Ciúmes. Ela estava com ciúmes de Lorenzo. Como se ele pudesse, em algum momento, realmente consumar o casamento com Amélia. O que eu bem sabia que não iria acontecer: no máximo, uma certidão de casamento assinada; documentos que davam a Lorenzo poder sobre a Família Calderón e Amélia ascender à cúpula. Nem achava esse último ponto tão ruim assim: antes ela que um daqueles velhotes.Eu estava exausta, doída e irritada — quando dei por mim, puxava Isadora para meu quarto, sem dizer mais nada. Ela também não reclamou, certamente estava exa
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