98. Momento a sós
CAMILAAcordei mais cedo do que o habitual, com o pescoço torcido do jeito que acontece quando a gente adormece num lugar que não é o seu — minha escolha havia sido o sofá, com a desculpa do braço dele e a verdade mais honesta de que eu precisava de distância. Mikhail dormia na cama, de costas para mim, e por um momento fiquei só observando a subida e a descida das suas costas. Estava quieto. Profundamente quieto, o tipo de sono que os remédios davam a ele — sem aquela tensão que costumava marcar até o jeito que ele respirava quando estava sem medicação."Fico imaginando como seria se ele os tomasse direto. Se essa seria outra história."Levantei-me sem fazer barulho — hábito dos últimos dias — e fui ao banheiro. Me arrumei no escuro, por precaução.O café da manhã seguiu o ritual de sempre: Noah desceu correndo e foi direto para a cadeira ao lado do pai, como faz desde que chegamos à mansão Maranzano. E Mikhail, como toda manhã, lhe assanhou os cabelos e respondeu às perguntas do fil
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