Clara saiu do escritório de Dante com o sorriso ainda no rosto, o frasco de remédios esquecido na mão, os passos mais leves do que quando entrou. No corredor, a secretária levantou os olhos, aliviada.- Ele tomou?- Sim, pode deixar comigo mais tarde, levo para ele tomar outra dose.Clara seguiu em frente, os saltos batendo no piso de mármore com um ritmo que não disfarçava a satisfação. Quando chegou à própria mesa, fechou a porta do escritório e ficou ali por um segundo, encostada na madeira, os olhos semicerrados.Falso.O casamento era falso.Ela deixou o frasco cair na mesa, puxou a cadeira e sentou-se diante do laptop, os dedos já ágeis sobre o teclado. A tela acendeu. O e-mail que enviara para o contato da imprensa ainda aguardava resposta na caixa de saída.Ela o deletou.Não precisava mais.Agora a situação era outra. Se o casamento era falso, não havia pressa. Não havia competição real. Lorena era só uma peça no jogo de Dante, uma peça que, mais cedo ou mais tarde, seria des
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