O celular vibrava no bolso de Lorena, mas ela não conseguia alcançá-lo.Rafael a mantinha presa contra o colchão, o peso do corpo impedindo qualquer movimento real. A boca dele insistia, descendo pelo pescoço - lábios, dentes, respiração quente, tudo aquilo que um dia já tinha significado intimidade… agora era insuportável, errado, repulsivo.Lorena virou o rosto, tentando escapar, o corpo reagindo com rejeição a cada toque.- Rafael… para…Ele não parou.A boca subiu até a orelha dela, mordendo de leve, como se aquilo ainda fosse um jogo conhecido.- Eu vou te odiar pra sempre se você continuar com isso - ela disse, a voz falhando, mas firme o suficiente.Rafael levantou levemente a cabeça, os olhos ainda instáveis, fixos nela.E sorriu.- Tudo bem… - murmurou, voltando a se inclinar. - Ódio é melhor que indiferença.Os dedos dele deslizaram pela cintura dela, apertando.- E eu amo por nós dois.A língua roçou a orelha dela, e o arrepio que percorreu seu corpo não era de prazer, era
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