A luz do sol atravessava as frestas da cortina em linhas finas, douradas, pousando sobre o rosto de Lorena quando ela finalmente abriu os olhos. Demorou alguns segundos para entender onde estava, o teto não era conhecido, tão pouco as cobertas ou o travesseiro. Ela piscou devagar, sentindo a cabeça pesada, culpa da madrugada insone ou de ter pensado demais.As lembranças vieram aos poucos. A festa. A música. A tensão no ar. E depois o caos: Rafael, a arma, o desespero. E então… Dante. Tão perto. Perto demais.Lorena fechou os olhos por um instante, pressionando os lábios, como se pudesse empurrar a memória para longe. Mas não adiantava. O calor da respiração dele, o susto nos olhos quando ela acordou… tudo ainda parecia recente demais. E depois, seus pais na porta. O sangue. O silêncio constrangedor.Ela soltou um suspiro longo e cansado, levando a mão ao rosto. O sono não tinha vindo fácil. Depois que Dante saiu do quarto, ela ficou horas acordada, olhando para o teto, com a mente
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