O silêncio que se seguiu foi diferente de todos os anteriores. Mathis demorou alguns segundos antes de falar.— Benjamin — ele disse, com uma gentileza que era pior do que qualquer provocação. — Você não está descrevendo alguém que odeia. Você está descrevendo alguém que conhece de um jeito que assusta você.— Ela me trata mal há quatro anos.— Sim. E você passou quatro anos memorizando o segundo antes do veneno, a curva dos lábios antes da fala, o riso que ela fecha rápido demais. — Uma pausa. — Isso não é ódio, meu amigo e você sabe o que é...e pode ser bem dificil admitir.— Não é o que você está pensando também.— Então o que é?Benjamin ficou em silêncio. A resposta não veio em sua voz, mas em sua mente, ele não queria admitir nem para si mesmo. Não porque não existia — mas porque existia, e tinha uma forma que ele não estava pronto para dar nome ainda.— Boa noite — ele disse.— Benjamin—— Boa noite, Mathis.— O destino não se agenda — Mathis disse, rapidamente.— Dorme bem — K
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