OLIVER Quando peguei o celular e vi a cara da Maya, soube que a casa tinha caído. Ela não estava só brava, ela estava indignada. O olhar dela alternava entre o visor e o meu rosto, carregado de uma mágoa que me deu um soco no estômago. — Vai atende! ela disse, com aquele tom de voz afiado, o tipo de tom que precede um desastre. — Ela parece bem à vontade na sua tela. Porra Lexa. Que merda de mulher pra querer estragar minha vida, caralho. — Maya, escuta... tentei começar, mas ela já estava se levantando da manta, fugindo do meu toque. — Não chega perto de mim! ela gritou, a voz ecoando pelo rio. — Você anda falando com ela, Oliver? É sério? Depois de tudo o que aquela mulher me disse? Depois de me chamar de cópia barata no seu apartamento? — Eu não falo com ela, porra! Eu esqueci de apagar... — Ótimo, mas não esquece de apagar o meu, então! Aquilo foi o meu limite. Eu não ia deixar ela destruir o que a gente tinha por causa de um fantasma. Avancei e,
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