Dessa vez, não houve pressa. A guiei até a cama, e o contato das nossas peles não parecia mais uma colisão, mas um encaixe. O sexo animal de antes deu lugar a algo muito mais perigoso: intimidade. Beijei com uma lentidão torturante, explorando cada centímetro do seu rosto, sentindo o tremor do seu corpo sob o meu. Minhas mãos, que antes a apertavam com fúria, agora traçavam as curvas dela com uma reverência que eu nunca soube que possuía. Abrindo cada botão da minha camisa, agora no seu corpo. Deitando em cima dela, sobrepondo meu peso. — Vou te fazer esquecer essa porra. Quando entrei nela, não foi para dominar, foi para pertencer. Ela me olhava nos olhos o tempo todo, as mãos espalmadas no meu peito, sentindo meu coração martelar por ela. Foi profundo, silencioso e carregado de uma promessa que não precisava de palavras. Depois, ficamos ali, envoltos no lençol, com o suor esfriando e o silêncio da madrugada nos abraçando. Puxei seu corpo pequeno para o meu
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