A luz dourada do amanhecer se infiltrava pelas frestas da cortina do quarto de Alec, deslizando devagar pelos lençóis amassados e aquecendo minha pele como um toque suave demais para ser ignorado. Acordei sem pressa, com o corpo ainda pesado de sono e de lembranças, como se estivesse suspensa entre o que tinha vivido na noite anterior e a realidade que começava a se impor com a chegada do dia. Por alguns segundos, antes mesmo de abrir os olhos, eu apenas senti.O calor dele atrás de mim, sólido, presente, inegável. O braço firme envolvendo minha cintura, não como posse, mas como abrigo. A respiração lenta e profunda roçando minha nuca, marcando um ritmo tranquilo que contrastava com o turbilhão silencioso dentro do meu peito. Aquilo me arrancou um sorriso pequeno, quase inconsciente, mas junto veio uma pontada de inquietação, fina e persistente, como um sussurro que perguntava o que eu ainda não sabia responder.E agora?Abri os olhos devagar, encarando o quarto ainda meio mergulhado e
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