Em uma dessas sextas, quando Luna empurrou a porta de vidro da padaria, o sino tilintando acima de sua cabeça. O aroma familiar de açúcar e massa assada a acolheu, mas, ao olhar para o balcão, ela percebeu imediatamente que algo estava diferente.Mariane estava apoiada no caixa, com o queixo escorado em uma das mãos, os olhos fixos na vidraça com uma expressão nítida de desânimo.— Ei, o que aconteceu? — Luna perguntou com um sorriso doce. — Que carinha triste é essa em plena sexta-feira? O pudim de banana deu errado hoje?Mariane soltou um suspiro longo, daqueles dramáticos, e olhou para a amiga com um bico inconformado nos lábios.— Antes fosse o pudim, Luna... O pudim está perfeito — Mariane resmungou, ajeitando-se na cadeira. Ela se inclinou para a frente, diminuindo o tom de voz como se estivesse contando o maior segredo do mundo. — É que meu coração foi partido hoje. Teve um gringo bonitão visitando a padaria a semana inteira. Um homem maravilhoso, Luna! Alto, com postura de prí
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