Oliver agora estava prestes a completar sete anos, mas sua mente funcionava com uma maturidade e uma percepção que assustavam. Desde que suas memórias haviam retornado por completo, trazendo à tona a verdade nua e crua de que sua própria mãe havia orquestrado o seu sequestro junto com aquele homem da cicatriz, o menino havia aprendido a jogar o jogo dos adultos. Ele agia com extrema cautela perto de Serena. Fingia acreditar na performance de "mãe do ano" que ela encenava, afinal, no fundo, era tudo o que uma criança queria: uma mãe de verdade. Mas Oliver sabia exatamente quem ela era.Ao ver os dois ali, conversando sob o sol de junho, o terror que o assombrou por anos ameaçou voltar. Suas mãozinhas tremeram e o ar faltou por um segundo. Mas ele precisou ser forte.Oliver engoliu o medo, respirou fundo, endireitou os ombros pequenos e desfez a postura de esconderijo. Ele caminhou com passos firmes e decididos pelo cascalho, estampando no rosto o sorriso mais inocente e radiante que co
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