Luna permaneceu estática por longos segundos, os olhos fixos no envelope caído sobre chão. Com as mãos trêmulas, ela finalmente se abaixou e o recolheu. Sem abrir, ela colou o documento contra o peito, junto ao tablet, e subiu os degraus em um ritmo apressado.Ao entrar no quarto, ela empurrou a porta com o calcanhar. Luna caminhou até a cama de casal e largou o tablet e o envelope em cima da colcha, afastando-se imediatamente deles como se estivessem impregnados de veneno. Ela começou a andar de um lado para o outro, os braços cruzados sobre o estômago, tentando conter a náusea e o tremor que tomavam conta de seu corpo."Não pode ser verdade. É a Serena. Ela manipula, ela mente...", repetia para si mesma, em um mantra desesperado. Mas a sua mente, em contrapartida, começou a traí-la, buscando no baú das memórias recentes fatos que ela, até então, havia guardado em gavetas de meras coincidências.A primeira lembrança a atingiu com a força de um soco: o dia em que conheceu Benjamin Hal
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