O sangue de Sebastian fervia a uma temperatura perigosa. Assim que os dois cruzaram o limite da sala de estar, ele girou sobre os calcanhares, os olhos injetados, tentando forçar a passagem de volta.— Eu não terminei com ela! — Sebastian rosnou.Benjamin, no entanto, agiu com uma firmeza inesperada. Ele colocou as mãos nos peitos do filho e o empurrou para trás com força, bloqueando o acesso à porta.— Você vai fazer o quê, Sebastian? — o pai o confrontou, autoritário. — Vai voltar lá e agredi-la? Vai sujar suas mãos na frente? Olhe para você! Você está fora de si!— Ela não tem o direito de estar aqui, pai! Ela é uma...Antes que Sebastian pudesse despejar sua fúria, o som da porta da frente se abrindo interrompeu a discussão. Martin entrou, trazendo consigo uma lufada de ar frio da noite e, logo atrás dele, uma figura rotunda, vestida de vermelho brilhante, com uma barba branca vasta e um saco de veludo nos ombros.— Ho-ho-ho! Feliz Na... — O Papai Noel começou a saudação, mas a vo
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