Algum tempo depois… — Não é assim! — É sim! — Não é! — É! Respirei fundo da cozinha. Olhei pra Arthur. — Quer apostar? Ele nem tirou os olhos do notebook. — Não. Eu já sei quem tá certo. — Quem? — Nenhum dos dois. Sorri. Justo. Fui até a mesa da sala. E lá estavam eles. Sophia, concentrada demais pra alguém da idade dela. E Mateo… com a língua levemente pra fora, segurando um lápis como se fosse uma missão de vida ou morte. No meio da mesa… um caderno aberto. Com várias tentativas. “Mateo” escrito de todos os jeitos possíveis… menos do jeito certo. — O que tá acontecendo aqui? — perguntei. Sophia nem olhou. — Ele não sabe escrever o nome dele. — Sei sim! — Mateo rebateu na hora. — Isso aí não é seu nome. — É sim! Olhei pro caderno. “MAETO” — Quase — falei. Mateo me olhou. — Eu falei! — Quase — repeti. Sophia bufou. — Eu já expliquei cinco vezes. — Ela explica rápido demais — Mateo reclamou. — Eu explico normal! — Não explica! — Ei — chamei, cal
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