Alguns anos depois — Eu não sou mais bebê. Sophia cruzou os braços. Séria. Convencida. Com cinco anos… e toda a certeza do mundo. Eu segurei o sorriso. — Não disse que é bebê. — Disse sim. — Não disse. — Disse com o olho. Lívia, encostada na porta, soltou uma risada. — Disse mesmo. Olhei pra ela. — Vocês combinaram isso? — Sempre — ela respondeu, tranquila. Sophia assentiu, orgulhosa. — Sempre. Balancei a cabeça. Mas meu peito… aqueceu. Porque aquilo ali… era exatamente o que eu sempre quis. — Então tá — suspirei, me agachando na frente dela. — Senhorita adulta… você vai ficar com a Lívia hoje, certo? Ela estreitou os olhos. — Onde você vai? Arthur apareceu atrás de mim. Calmo. Observando. — Sair — respondeu, simples. Sophia inclinou a cabeça. — Juntos? — Sim. Ela olhou de mim pra ele. Depois pra Lívia. E então… sorriu. — Ah. Cruzei os braços. — “Ah” o quê? Ela deu de ombros. — Vocês são bregas. Lívia quas
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