Lorena AzevedoEu olhava para aquele pequeno pedaço de plástico na minha mão e a minha mente parecia dar voltas, recusando-se a processar a informação que brilhava no visor digital. POSITIVO. + de 3 semanas. Uma mistura de calor e calafrio subiu pela minha espinha. Minhas pernas pareciam de gelatina, tanto que precisei me apoiar na borda da pia de mármore do banheiro para não cair. Eu estava grávida de novo. Grávida do Rafael. Grávida do meu ogro, o homem que virou a minha vida do avesso e que, apesar de toda a sua bruteza e possessividade, tinha se tornado o meu porto seguro, o meu chão, o amor da minha vida.Mesmo sabendo que hoje nós vivíamos o nosso melhor momento, uma pontinha de receio teimava em cutucar o meu peito. Uma insegurança boba, daquelas que a gente não controla. Saí do banheiro ainda em transe, com o teste apertado contra o peito, e encontrei a Tati roendo as unhas, andando de um lado para o outro no carpete do quarto. Assim que ela me viu com os olhos marejados, paro
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