Lorena AzevedoO calor do banho ainda estava na minha pele, mas a calmaria que se seguiu àquela explosão de amor no chuveiro trouxe consigo algo que eu tentava afastar a todo custo: a minha intuição. Enquanto o Rafael terminava de se secar, caminhei até o closet, arrastando o pé com cuidado. Escolhi um vestido longo de algodão leve, de alças finas e uma estampa floral miúda, bem solto no corpo para não pressionar meu tornozelo imobilizado. Deixei os cabelos úmidos, caindo em ondas secas pelas minhas costas.Rafael apareceu logo em seguida, exalando aquele cheiro limpo e másculo que sempre me dava segurança. Ele vestiu uma calça jeans azul-escura, que moldava suas pernas fortes de homem da lida, e uma camisa polo preta bem casual, com os primeiros botões abertos. Ele parecia tão jovem, tão leve sem o peso daqueles dias que antecedia o seu julgamento. Olhar para ele assim, tão meu, recarregava minhas forças.Descemos as escadas devagar, com ele mantendo o braço firme ao redor da minha c
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