Mark virou as costas e caminhou pelo corredor sem olhar para trás.Eu fiquei parada no mesmo lugar por alguns segundos, tentando entender se o que ele havia dito era apenas crueldade… ou se escondia alguma verdade que eu ainda desconhecia.As palavras dele continuavam ecoando dentro da minha cabeça como um sussurro venenoso.Victor não pode ter filhos.Quando ele acordar… vai te odiar.Balancei a cabeça, tentando afastar aquilo, mas era inútil. O pensamento voltava sempre, insistente, pesado, como uma sombra que se recusava a desaparecer.Respirei fundo e voltei para perto de João e Sofia.Sofia já parecia melhor. Estava sentada na cama do pequeno quarto de atendimento, ainda um pouco pálida, mas consciente. João estava ao lado dela, conversando com o médico.Era estranho observar meu irmão naquele ambiente.Ele falava baixo, mas cada palavra dele carregava autoridade. Pessoas entravam e saíam da sala trazendo informações, números, decisões. Mesmo ali, dentro de um hospital, ele cont
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