O silêncio que se seguiu ao beijo punitivo era denso. Lorenzo a encarava, a respiração pesada chocando-se contra o rosto de Antonella. Ele viu o medo nos olhos dela, mas também viu uma entrega que o desarmou. A raiva que ele sentia — por ela ter se exposto aos sócios, por ele não conseguir controlá-la — começou a se transformar em uma luxúria sombria e protetora.— Você quer que eu mostre o monstro, Antonella? — ele rosnou, a voz vibrando no peito dela. — Mas o monstro sabe que você é de vidro. E eu não vou te quebrar. Eu vou te possuir.Lorenzo a pegou no colo sem esforço, os músculos dos braços saltando sob a camisa branca. Ele a deitou no centro da cama imensa, o cetim preto do vestido contrastando com os lençóis claros. Ele se posicionou entre as pernas dela, ainda vestido, uma imagem de poder absoluto.— Você nunca teve ninguém, não é? — ele perguntou, a voz agora baixa, quase carinhosa em sua brutalidade. Antonella apenas balançou a cabeça negativamente, os olhos fixos nele. — E
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