Vitória não abriu os arquivos de imediato. O celular ainda estava na mão, a tela acesa, o e-mail aberto, mas os olhos parados sobre aquelas linhas como se o simples ato de tocar nos anexos fosse suficiente para mudar alguma coisa que ainda não tinha nome. A respiração vinha irregular, não por cansaço, mas por antecipação, e foi só depois de alguns segundos — ou mais — que ela finalmente tocou no primeiro arquivo. A tela mudou, revelando uma sequência de imagens — fotos que, no começo, não pareciam fora do lugar. Eram registros comuns demais para carregar qualquer tipo de peso — entradas de restaurantes, saídas de bares, calçadas mal iluminadas, fachadas que não diziam muito sobre onde exatamente ficavam. Helena aparecia em todas elas, em ângulos diferentes, dias diferentes, roupas diferentes, mas sempre dentro do mesmo padrão que demorou alguns segundos para ficar claro o suficiente para incomodar. Ela estava quase sempre sendo amparada por alguém. Em algumas imagens, o braço apo
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