— Segura! — o segurança avisou, já girando o volante na tentativa de tirar o carro da linha. Não houve tempo. O outro carro surgiu pela lateral, rápido demais, invadindo o espaço e atingindo com força, empurrando o deles para fora da pista antes que qualquer correção fosse possível. A direção cedeu no mesmo instante. Vitória sentiu o corpo ser puxado contra o cinto, depois lançado, enquanto o mundo ao redor perdia eixo — o som do metal se torcendo, o vidro estilhaçando, tudo acontecendo ao mesmo tempo, sem ordem, sem controle. O carro girou — uma vez, outra — e não parou. Veio o primeiro impacto, depois outro, mais forte, o mundo virando sem direção enquanto o corpo era puxado, lançado, comprimido contra o cinto, contra o banco, contra tudo ao mesmo tempo, sem espaço para reação, sem tempo para entender. O capotamento não foi um único movimento — foi uma sequência desordenada de força e perda de controle, cada giro pior que o anterior, até que o último impacto veio mais pesado,
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