Quando os seguranças do senhor Yaman me largaram na porta do restaurante, eu já tinha decidido meu plano.Simples.Brasileiro.E eficiente.Entrar.Correr para a cozinha.Lavar panela.Bell estaria cozinhando.Demir, preso no aquário de vidro dele.Portas fechadas.Vapor, barulho, faca batendo, panela chiando.Ninguém escuta nada na cozinha.Nem Deus.Estaríamos protegidos.Era só isso.Só que o universo, esse desgraçado criativo, decidiu mudar o roteiro.Assim que atravessei a porta do restaurante, dei de cara com o caos.Não um caos qualquer.Caos brasileiro-turco diplomático.A tia Silvia estava no meio do salão com uma vassoura na mão, avançando em um repórter como quem defende território.— FALEI PARA SAIR! — gritava, empurrando o homem para trás. — ISSO AQUI NÃO É SAFÁRI!O repórter tropeçou numa cadeira. Dois fotógrafos recuaram. A vassoura subiu de novo.Eu congelei.Do outro lado, Samira observava tudo em silêncio, postura impecável, mãos cruzadas à frente do corpo, expressão
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